"A
revista foi criada a partir da paixão pela Fórmula 1, que uniu o publicitário Rogério Martins e o desenhista Ridaut Dias Jr. em torno de uma
ideia: criar uma história em quadrinhos inspirada no grande piloto Ayrton Senna. Corria o ano de
1990, e Senna acabara de
conquistar o segundo título mundial de F1. Depois de muitos estudos, estava
criada toda a ambientação para as HQs da versão mirim do piloto. O projeto só
chegou ás mãos de Ayrton em 1993, que de
imediato aprovou a ideia. O
projeto foi apresentado para a Abril Jovem, na época a maior editora de
quadrinhos do Brasil."
Como eu não quero ficar copiando/colando textos de outros lugares que fui pesquisar deixo pra vocês o link de um blog que tem uma matéria completíssima a respeito de como surgiu a revista e suas fases:
http://alexandrehq.blogspot.com.br/2012/10/senninha-o-gibi-que-venceu-morte.html
Eu curtia demais a turma do Senninha. Os personagens eram muito engraçados. As situações. HQs quase sempre curtinhas. Se por um lado as vezes parecia mais do mesmo as HQs em que o Senninha disputava corrida com o Braço Duro, por outro lado tinham várias HQs com o resto da turma bem interessantes. Um excelente trabalho de criação.
Um dos personagens que eu mais gostava era o Marcha Lenta. O sono eterno dele é muito cômico. E gostava também do Becão , um dos cachorros gêmeos do Senninha que vive pensando e agindo como gente.
Abaixo, uma foto da apresentação dos personagens que vinham nas primeiras revistas:

Como é sabido por
todos os brasileiros, Ayrton Senna faleceu em maio/1994 logo após o lançamento
da revista Senninha que estava no 4º número.
Eu tinha 9 anos quando
Senna morreu e lembro muito bem daquela manhã. Lembro que estava assistindo a
corrida porque já tinha esse hábito. Quando ocorreu o acidente eu não dei tanta
importância. Era criança ainda, nunca tinha perdido alguém próximo e talvez não
entendesse bem ainda o que era a morte. Lembro que depois de alguns minutos, lá
pelas 09:30m da manhã eu desisti de continuar vendo a corrida e saí pra rua
brincar normalmente. Afinal, o piloto por quem eu estava torcendo tinha sofrido
um acidente e abandonado a prova. Era apenas isso que eu pensava. Só fui
entender o que realmente tinha acontecido na tarde daquele domingo ao ver todos
da minha família tristes com as notícias que chegavam.
No número 5 os personagens prestaram uma homenagem ao campeão que
inspirou a revista:
A revista Senninha nº
6 abre com uma HQ emocionante que mostra o personagem principal, Senninha, triste
e conversando com seu irmão Téo sobre a morte do seu ídolo. Essa HQ eu nunca
tinha lido porque só comprei essas revistas essa semana, fiquei muito surpreso
e pensei: se ela emociona agora após 20 anos da morte de Senna, imagina pros
leitores que leram ela logo após a morte do ídolo? Deve ter sido marcante essa
justa homenagem.
Pra fechar o post,
uma foto com todos os meus 44 exemplares da revista Senninha e sua turma.
Fiquei com preguiça de catalogar que números eu tenho exatamente, mas isso não
é importante até porque é muito difícil encontrar mais pra comprar. Essas
revistas do Senninha nunca me enjoam, a minha vida inteira eu reli as HQs e
sempre me divirto como se fosse a primeira vez. Desse lote novo com os números
de 1 a 10 já li oito, faltam apenas duas ;p
Espero que vocês
também possam ter tido a oportunidade de ler Senninha. Ano passado eu emprestei
minhas revistas pro meu sobrinho ler e ele adorou e me perguntou onde que
comprava. Triste ter que responder que Senninha não é mais publicado. Esse fato
faz com que as revistas que eu tenho na coleção sejam, para mim, um verdadeiro
tesouro.































