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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Conteúdo da Edição: Pato Donald #1216 - Fevereiro/1975

Gibi que chegou recentemente na coleção.

A capa: não há informações no Inducks a respeito dos criadores dessa capa. A ideia é boa. Para controlar os costumes alimentares dos sobrinhos, Donald coloca uma foto com cara de bravo na geladeira. Eu "chuto" que essa capa não foi produzida originalmente no Brasil. Tem todo o jeito de ser remake de alguma capa americana.

HQs da Edição


O Creme Não Compensa - ***
Donald - 5 páginas
Desenho: Tony Strobl

Comentário: Donald é incumbido de vender um creme de beleza e, para ajudar, tem a disposição um aparelho que emite som em uma frequência que espanta os cachorros que atrapalham a vida dos vendedores. Não sei se realmente existe um aparelho assim, mas o que eu já vi é um apito para "chamar" os cachorros que funciona do mesmo jeito. No final, Donald não consegue vender nenhum creme, mas em compensação vende 40 pedidos do tal aparelho
.

Reunião Anual Dos Metralhas - **
Irmãos Metralha, Superpateta - 8 páginas
Roteiro: Ivan Saidenberg
Desenho: Moacir Rodrigues Soares


Comentário: Os Metralhas realizam uma série de crimes enquanto o Superpateta fica voando por aí.  Esperava mais dessa HQ e talvez o problema tenha sido justamente a expectativa alta. Acabei não achando nada demais nela. Sem graça. Não gosto do Superpateta ser tão... pateta. Essa HQ foi publicada uma única vez no Brasil.

Duas Entradas e Uma Saída - **
Mickey - 5 páginas
Desenho: Carson Van Osten
Comentário: Mickey recebe duas entradas para ópera e leva a Minnie para assistir. Quando chega em casa tem uma triste surpresa. Interessante ver o relacionamento (discussão) da Minnie e do Mickey ao telefone.






Patos e Sapatos - ****
Peninha - 8 páginas
Roteiro: Ivan Saidenberg
Desenho: Napoleão Figueiredo


Comentário: essa é a melhor HQ da edição. Bem divertida. Peninha é publicitário nas Industrias Patinhas e se envolve com espionagem. Comentei especificamente essa HQ no post: Comentando HQ: Patos e Sapatos









Propagandas

Disney Especial (1s) #15 - Fevereiro/1975

Almanaque Disney #45 - Fevereiro/1975

Uma edição importante por ter duas publicações originais de HQs do Ivan Saidenberg. Penso eu que na década de 70 nenhum leitor se atentava para quem era o autor das HQs nacionais (assim como Carl Barks teve um reconhecimento tardio devido ao seu quase anonimato no inicio das produções de quadrinhos Disney). Atualmente é mais fácil pesquisar e encontrar informações dos criadores. De qualquer forma, tanto Carl Barks quanto Saidenberg atualmente são reconhecidos pelos leitores como dois grandes mestres Disney.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Comentando HQ: Patos e Sapatos



HQ: Patos e Sapatos
Peninha - 8 páginas
Roteiro: Ivan Saidenberg
Desenho: Napoleão Figueiredo


Peninha com roteiro de Saidenberg. Claro que só poderia resultar em boa coisa. Nessa HQ, Tio Patinhas e Pataconcio disputam o mercado de sapatos e o Peninha é o publicitário das indústrias Patinhas. 

Sala das Preocupações

Pataconcio rouba/copia uma ideia do Peninha usando espionagem através de um rato chamado Zé Ratinho. Peninha, então, decide contra atacar e vai espionar o Pataconcio e o resultado é tanta confusão que o rival do Tio Patinhas acaba não aguentando e saindo da disputa.

O espião Peninha

Eu achei legal a ideia de que o Pataconcio não aguentava mais os "horríveis qué, qués"  do espião Peninha. Outro momento curioso é quando o Tio Patinhas troca de lugar com o Peninha e esse vai pela primeira vez rodar na sala das preocupações. São detalhes que engrandecem o roteiro deixando ele mais engraçado.

Zé Ratinho

Li essa HQ no gibi Pato Donald #1216, de fevereiro de 1975, mas ela foi republicada recentemente no Almanaque do Tio Patinhas (2s) #15, de agosto de 2013, o que torna mais fácil de ter essa HQ na coleção. Essas são somente as duas vezes em que ela foi publicada e dificilmente vamos ter essas preciosidades sendo republicadas novamente.

Almanaque do Tio Patinhas (2s) #15
Pato Donald #1216


E não é que o anúncio ficou bom?

Já disse várias vezes aqui nesse blog mesmo que considero o Ivan Saidenberg o grande mestre brasileiro dos Quadrinhos Disney. Sempre que for lendo HQs dele vou comentar aqui. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Conteúdo da Edição: Zé Carioca #1165 - Março/1974


Recebi esse gibi junto com outros num pequeno lote enviado de presente pelo Marcelo Borba por ter participado de um Quiz do grupo Disneyanos no Facebook. Ela, agora, é a edição mais antiga de Zé Carioca que tenho na coleção. Uma revista com praticamente 45 anos desde a data de publicação. Fico sempre imaginando por que lugares, pelas mãos de quantas pessoas ela deve ter passado antes de chegar até mim.


A Capa: é curioso o quanto de capas do gibi do Zé Carioca nessa época não traziam o personagem na capa. Nessa temos os irmãos Metralha e os Metralhinhas. Não sei o motivo disso. Talvez o Zé Carioca não tivesse força para estampar suas próprias capas ou simplesmente não eram produzidas capas suficientes pra ele. De qualquer forma essa capa é um remake de uma edição de um gibi publicado nos Estados Unidos em 1966.


HQs da edição

Zé Pelé - *****
Zé Carioca - 8 páginas
Roteiro: Ivan Saidenberg
Desenho: Renato Canini

Sinopse: Zé Carioca tem uma atuação de Pelé em uma partida de futebol. Comentei especificamente essa HQ no post: Comentando HQ: Zé Pelé







Um Caso Patalójiko - ***
Tio Patinhas - 6 páginas
Roteiro: Carlos Alberto Paes Oliveira
Desenho: Sérgio Lima

Sinopse: Tio Patinhas está com problemas devido a intensa preocupação com a Maga Patalójika. Ela descobre isso e lança um feitiço em que ele fica vendo a Maga por todo lugar, inclusive nas pessoas. O destaque fica pro final da HQ em que o Donald aparece carregando um revólver e a polícia atira em direção a Maga que já está voando e aparentemente não foi atingida. Outros tempos.

Um Gol De Manual - **
Peninha - 1 página
Desenho: Carlos Edgar Herrero

Sinopse: HQ com propósito de fazer propaganda do Manual do Zé Carioca que seria lançado no mesmo ano. O distraído Peninha entra no meio de um jogo de futebol. 







As Folhas Que Deram Galho - **
Mickey - 3 páginas
Desenho: Jack Bradbury

Sinopse: Um vizinho encrenca com a árvore do Mickey que está derrubando folhas no quintal dele. Mickey decide cortar a árvore, mas o precipitado vizinho tentou cortar ela sozinho antes e acabou caindo pro seu lado do quintal e derrubando a cerca. 





Arqui-Inimigos Arquivados - ***
Donald e Peninha - 8 páginas
Desenho: Tony Strobl

Sinopse: Donald e Peninha levam um gato e um cachorro para a redação para escrever um artigo sobre eles. O que, aparentemente, seria uma HQ focada na confusão que os dois antagônicos animais poderiam causar, muda de foco para a captura acidental de um bandido que roubou uma caixa de arquivos onde o gato estava escondido. Poderia ser melhor.








Extras

Propaganda: Disney Especial #9 - Os Milionários

Propaganda: Manual do Zé Carioca

Propaganda: Instituto Universal Brasileiro

Expediente

Contra-capa - Propaganda: Muki - Kibon

Edição bem bacana com um mix interessante de HQs. A melhor delas definitivamente é a do Zé Carioca pela dupla Saidenberg / Canini. Imagino quantas crianças devem ter lido esse gibi na data de lançamento. Essas HQs são atemporais.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Comentando HQ: Zé Pelé (1974)


HQ: Zé Pelé

Zé Carioca - 8 páginas
Roteiro: Ivan Saidenberg
Desenho: Renato Canini

História muito bacana usando como tema o futebol. Confesso que não me animo muito com esse tema nos quadrinhos Disney, com exceção das HQs de futebol no universo do Zé Carioca que acho que tem mais a ver com nossa realidade. Joguei muita bola nos campinhos do bairro quando era criança.

Essa HQ eu tinha ela bem fresca na memória quando comecei a ler porquê ela foi republicada duas vezes nos últimos anos e eu tenho essas edições. A última vez foi no especial de luxo "Um Brasileiro Chamado Zé Carioca", de 2015, que foi um presente para os leitores ao trazer em seu conteúdo apenas HQs de Ivan Saidenberg e Renato Canini. Li ela na edição Zé Carioca #1165, de 1974.

Zé Carioca #1165 - Março, 1974

O interessante mesmo é pegarmos o contexto da época em que ela foi publicada pela primeira vez. Em 1974 o futebol estava em mais alta do que nunca no Brasil após sermos tricampeões em 1970. É muito legal o destaque logo no primeiro quadro da HQ do pôster do Rei Pelé. Mesmo sem identificação, é fácil reconhecer pela imagem emblemática do camisa 10. Pelé não disputou a Copa de 1974, mas ainda atuava pelo Santos FC.


A HQ em si é muito divertida. Devido a uma chuteira apertada o Zé Carioca, que até então era o reserva do reserva, ao entrar em campo em uma partida disputadíssima consegue ter uma atuação digna de Rei Pelé.


Ainda há espaço para boas sacadas como o técnico do time adversário ser uma verdadeira cobra e também do árbitro do jogo estar usando uma armadura medieval. São coisas que um grande roteirista como o Ivan Saidenberg era capaz de fazer. Os desenhos de Renato Canini aqui estão ótimos dando toda alegria e vitalidade que o roteiro pede.



Mais uma excelente HQ de Ivan Saidenberg. Essa HQ já foi comentada também por sua filha, Lucila Saidenberg em seu blog. Vou deixar o link para conferirem o que ela disse a respeito.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Essencial Disney 1 - Tio Patinhas Versus Maga Patalójika

Reli essa primeira edição da coleção Essencial Disney essa semana e vou compartilhar aqui no blog o seu conteúdo e um breve comentário sobre uma das HQs dessa edição.

Ilustração de capa: Andrea Freccero
Projeto Gráfico de capa: Fábio Figueiredo

O início do volume contém uma introdução escrita por Julio de Andrade Filho. Um texto muito bacana que compartilho aqui. Eu não uso scan para obter imagens dos meus gibis, apenas tiro fotos com o celular mesmo, mas acredito que clicando na imagem e usando o zoom será possível ler esse texto por aqui mesmo.


A edição também tem um índice bem bacana com informações e uma breve sinopse de cada HQ. São detalhes que fazem a diferença e tornam o volume muito mais interessante.



A HQ "A Dupla Personalidade" que escolhi para comentar é a primeira da edição. Ela já foi publicada várias vezes no Brasil sendo a mais recente no Disney de luxo em capa dura, Maga & Min, de 2016.

****
Roteiro: Rodolfo Cimino
Desenho: Giorgio Cavazzano

Essa é uma HQ longa com 37 páginas e eu gostei mais da primeira metade da HQ do que da metade final. No começo acompanhamos o Tio Patinhas se precavendo de futuros ataques da Maga Patalójika ao instalar um grande robô no telhado da Caixa-Forte que age de acordo com sua personalidade, ou seja, prega fogo na Maga evitando qualquer tentativa de invasão. Esse robô é uma invenção do Prof. Pardal que é bem verossímil ainda mais atualmente em que estão criando robôs cada vez mais inteligentes. O detalhe é que essa HQ é de 1971 então o roteirista Rodolfo Cimino merece ainda mais pontos pela ideia bem bacana usada há quase 50 anos atrás.

A reação do Donald é hilária!

Robô em ação!

Ainda nessa primeira metade da HQ acompanhamos a Maga Patalójika, com a ajuda de Roberta, uma bruxa tecnológica como aponta o roteiro, em busca de uma forma de conseguir atingir seu objetivo de ter a posse da moeda Número Um do Tio Patinhas. Esse trecho, particularmente, gostei bastante porque a Maga se torna praticamente a protagonista da HQ. Achei até que continuaria assim até o fim, mas fui surpreendido pela parte final.

Laércio nocauteado pela Maga!
Palavras mágicas!

Curva mais curta que reta.

Muito interessante o Mundo Invertido pra quem é adepto de teorias da conspiração.

Obstáculos que fazem lembrar as aventuras do Indiana Pateta.

Cruz-credo!

Psicólogos podem falar melhor sobre personalidades anuladas. Será?

Na parte final dessa HQ, após a Maga já ter conseguido trocar a personalidade do Tio Patinhas para uma personalidade generosa e, com isso, anulando o robô que fazia a defesa é que vem a parte do roteiro que não me agradou. Os sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho levam o seu tio Donald para trocar de personalidade também e ele se torna corajoso e, digamos, super capaz. O roteiro segue com o Donald colocando as coisas em ordem até que vai atrás da Maga no Monte Vesúvio para recuperar a Número Um. O que me desapontou é que em nenhum momento mais da HQ vemos a Maga Patalójika que tem sua construção narrativa totalmente desprezada.

Plano em ação.

Tudo acaba bem. O Tio Patinhas e o Donald voltam a ter suas personalidades normais e pra completar o final feliz o Tio Patinhas entrega um saco de moedas para o Donald como recompensa. Bonitinho até demais o final dessa HQ.

Parece até "moral da história" esse final.

Fiquei pensando se o problema não era eu, como leitor, que estava com aquele sentimento que as vezes temos de torcer pelo vilão, mas definitivamente não foi o caso. Por mais que eu tenha afeição pela Maga Patalójika (e acredito que muitos leitores de quadrinhos Disney também tenham) eu não torci por ela, não queria o Tio Patinhas falido e sem sua moeda Número Um. Foi mais uma sensação de que a ideia poderia ter sido melhor aproveitada ao invés de terminar de contar a história apressadamente.

A HQ vale mesmo pela idéia do Mundo Invertido, o lugar onde ficam depositadas, em forma de estátuas, as personalidades anuladas de cada pessoa. Acompanhar a Maga passando pelos obstáculos para conseguir chegar a esse local é o ponto alto da trama.

---

Sobre as outras HQs da edição: 
O Celular enfeitiçado: muito boa, me diverti bastante lendo essa. A Maga faz o Tio Patinhas passar por situações absurdas. ****

Uhuu, Animal!: não gosto muito do recurso de transformações em animais usados pela Maga nessa HQ. Uma HQ menor da edição em divertimento e, ainda bem, em número de páginas também. **

A Camélia Contumélia: uma excelente HQ para fechar a edição. Bem gostosa de ser ler e tanto o Tio Patinhas quanto a Maga Patalójica estão em sua melhor forma aqui. O final é ótimo ao colocar a Maga em uma situação inusitada polindo as moedas do Tio Patinhas. *****

Sobre a edição:
No geral tem um bom mix de HQs que realmente trazem o tema Tio Patinhas x Maga Patalójica. É a isso que a coleção Essencial Disney se propõe e é isso que ela entrega. Sem mais nem menos. Houve muitas criticas na época de lançamento dessa coleção do que seria "essencial" nos quadrinhos Disney e os leitores reclamavam que o conteúdo deveria ser de HQs "clássicas". O que talvez não tenham entendido é que o "essencial" do título se referia aos temas da coleção e não de HQs específicas. 

domingo, 13 de maio de 2018

Disney de Luxo #1 – DragonLords: O Reino dos Dragões



Em janeiro de 2014 a Editora Abril lançou os primeiros Disney de Luxo em formato capa dura. DragonLords e O Mistério dos Signos foram lançados simultaneamente após um período de espera e grande ansiedade por parte dos leitores já que esses primeiros volumes foram impressos na China. Esses volumes marcaram o início de uma nova fase de publicações de quadrinhos Disney pela Editora Abril que viria a se intensificar nos próximos anos: volumes em capa dura com acabamentos luxuosos e que, diferentemente das publicações até então, passaram a serem vendidos também em livrarias físicas e lojas virtuais.




















DragonLords foi lançado com preço de capa de R$29,90 com o formato um pouco maior do que os atuais volumes lançados: 16,6 x 24,3 cm, 180 páginas e papel couché. A edição conta com uma página de introdução pelo próprio roteirista, quatro páginas de curiosidades a respeito da obra e três páginas apresentando os autores. Total de oito páginas de extras. Essa é uma saga que se já não tivesse sido publicada nesse formato luxo recentemente, hoje poderia ser publicada novamente no título trimestral Disney Saga lançado esse ano pela Editora Abril que tem um formato padrão de 196 páginas. 




Dragonlords: O Reino dos Dragões
Roteiro: Byron Erickson
Desenho: Giorgio Cavazzano
Arte-Final: Sandro Zemolin
164 páginas divididas em 12 capítulos
Publicada originalmente na Itália: Zio Paperone #165 a #176 (2003-2004)
Publicada pela primeira vez no Brasil: Aventuras Disney #1 a #3 (2005)

Sinopse: Transportados contra a vontade para uma dimensão desconhecida, Tio Patinhas e Pato Donald, com os sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho são aprisionados em um mundo medieval policiado pelos DragonLords, alienígenas violentos e opressores que cavalgam seres alados cuspidores de fogo. Inicialmente apenas preocupados em voltar para casa, os involuntários viajantes de Patópolis acabam se envolvendo com os habitantes oprimidos do planeta e se juntam a eles na luta pela liberdade. O segredo da vitória, porém, está em conquistar a confiança das criaturas que servem de montaria para o inimigo: os poderosos dragões. 


Comentando HQ: A Saga DragonLords costuma dividir as opiniões dos leitores. Já vi muitos comentários positivos e negativos a respeito dessa HQ. Eu gosto dela. Li ela pela primeira vez em 2014 nessa edição e por um tempo pensei que isso pudesse ter influenciado minha opinião, afinal, estava tendo em mãos pela primeira vez os quadrinhos Disney com esse acabamento. Há um bom tempo eu estava com vontade de reler essa saga e fiz isso hoje (03 de maio, dia que escrevi esse post) e mantenho a minha opinião de que é uma HQ bem interessante. Com uma trama simples, é verdade, mas com bastante ação e desenhos sensacionais. Os quadrinhos Disney não são feitos somente para adultos, pelo contrário. Essa saga, claramente, é destinada a um público mais jovem, mas nem por isso deixa de ter seus méritos. Eu sou um leitor que consigo gostar tanto de Dragonlords quanto de Mickey Mistery (que tem uma pegada mais adulta) do mesmo jeito, por exemplo.

Alguns personagens de DragonLords:


Jute: é um menino que conseguiu escapar da escravidão imposta pelos alienígenas e se torna um foragido na cidade vivendo em túneis subterrâneos e usando passagens secretas para servir ao propósito da resistência.

Rasmus: um velho escravo dos Morg. Muito inteligente, é um personagem muito interessante e um peça fundamental para os planos da resistência.

Brendon: típico herói da era medieval, outrora um simples fazendeiro, virou líder da resistência ao não se submeter a expansão do império dos Morgs reunindo os poucos humanos que sobraram e contra-atacando.












General Hyrrr e Lorde Moraq: disputam a liderança dos Morgs. São colocados um contra o outro após um plano do Tio Patinhas.

Groob: um Morg que fica em Patópolis ao não retornar pelo portal no começo da história. As aparições dele são bem divertidas.

Hintermann: um mago que auxilia Brendon e a resistência.

Clarg: morg capataz dos escravos. Dotado de uma inteligência limitada.

Fumacê, Fungador e Lança-Fogo: três dragões filhotes que são libertados pelos sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho. Cada um com uma característica própria.

DragonLords: O Reino dos Dragões não é uma obra-prima dos quadrinhos Disney mas cumpre o que promete: muita aventura em uma trama simples que pode agradar os leitores mais novos e despertar a criança dentro dos leitores mais velhos. 

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